Simone Aubin – As Cajazeiras dos Felintos

Costumo dizer que poucas pessoas possuem o perfil biográfico. São notáveis dentro das suas castas, seja profissional, seja familiar, seja social.

Fui ao evento de lançamento do livro As Cajazeiras dos Felintos, da premiada Simone Aubin.

Ainda no evento, pude verificar a preciosidade que estava o livro em sua parte estética. Com capa e projeto gráfico de Sérgio Pires Barbosa, onde a sutileza no tratamento das fotos, a diagramação artística de quem é artista plástico, portanto inspira beleza e criatividade, soube como vestir elegantemente o livro.

E um livro biográfico tem que ser elegante!

Todos esses elementos me fizeram deslizar entre um compromisso e outro, na riqueza de detalhes da autora, que de forma poética, apresentou toda uma árvore genealógica familiar, com a riqueza de detalhes impressionantes, com ritmos e cadências eloquentes.

Me vi imerso aos encantos de uma família tradicional do sertão nordestino. Nas Cajazeiras de José Felinto não faltava amor, fundamentalmente. Numa riqueza de detalhes afetivos, a autora desliza suavemente em torno de personagens simbólicos, perenes, frágeis, personais, um universo simbólico dentro de uma ramificação tradicional.

Narrado em primeira pessoa, onde quem fala é o próprio personagem, a técnica utilizada pela autora foi criativa, inspiradora.

Ela encontrou o fio condutor de uma narrativa criativa.

E fui me ecantando pelo livro. A cada novo momento de José Felinto em sua trajetória do campo à metrópole, me perguntava: o que estava por vir?

É aí que está a senha de um grande livro!

Imortalizar uma notável personalidade é uma tarefa difícil. Diria que para poucos.

O José Felinto fincou raízes, o José Felinto virou registro literário. E isso é para a posteridade.

Dignifica poucos notáveis que esse feito conseguiu.

A aututora soube bem como conduzir a narrativa de uma bela estória de amor, de prosperidade, de respeito, de convicções e de valores austeros.

Diria: “Sim, doutora”, As Cajazeiras dos Felintos está dentro de uma codificação universal, imortalizada pela literatura, aclamada pelo leitor, que puderam para lá ir, sem ter que sair da sua imaginação.

Aubin nos apresentou um retrato de forma inovadora, de leitura curiosa, de suavidade clássica.

José Felinto foi imortalizado por ele mesmo, dentro da narrativa de Aubin, e este registro, durará a eternidade. Não só entre os filhos, netos e bisnetos, mas também, nos anais da literatutura pernambucana, brasileira, mundial, pois tudo o que registramos, e esse registro foi dentro de uma narrativa fluida, está dentro da universalidade!

Um belo livro!!!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s