O apagar das luzes

Costumo afirmar que a quinta essência do meu pesar, é verdadeiramente cruel com minhas próprias convicções.

As luzes se apagaram, o palco ficou iluminado, é hora de abocanhar os méritos da rodada.

Uma rodada de cálices de vinho, sempre à espera de uma lúdica caminhada rumo ao caminho da dor.

A dor que me aprisiona, que tira os meus nervos enraizados nos dentes, que me suprime como um cão ferido.

Tendo em vista a minha equiparação ao infindável modelo padronizado da vida, sei que seria imbatível.

Mas desqualificado pelos revezes insinuantes do fora do eixo da padronização social, parto para fora da curva ascendente e cruel do infortúnio.

Quero demais saciar a minha sede de justiça.

Queria metralhar a humanidade.

Que pena, não posso me valer de uma vingança. Fui colocado neste cenário para aceitar as situações adversas.

Bem vindo ao mundo.

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