Elementos ficcionais aprisionados

Sinto que solitariamente vivo uma constante afirmativa banhada de saudades.

Estou só nesse mundo….

Pra falar a verdade sempre estive.

Saí da crosta do ovo, me perdi em lisergias alcoólicas, penetrei na verdade adversa. Nunca foi prático para mim me recuperar das ressacas físicas e mentais.

Estou solitário por razões antagônicas ao que eu estimava. Muitas delas contra a minha vontade.

Escrevo com a convicção de que sempre terei um espaço para mergulhar dentro de mim mesmo.

Por razões que fogem ao meu controle vivo contemplativo.

Minha essência chora por um minuto a mais de possibilidades interiores.

Queria apenas a liberdade. Consigo-a com algumas doses de pregabalina, não fico preso aos meus tormentos com ela.

Por um momento mais, me apego às condições máximas de um desejo puro, daqueles tangíveis.

Saí do casulo, saí da casa do ovo.

Hoje, com milhões de dificuldades, posso dizer que sou independente.

E isso é para ser comemorado, muito mesmo. Quanto tempo perdido… quanta dificuldade.

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