Sincronias sacras

Uma mancha cósmica inundou a Via Láctea.

As pragas e os sentidos de destruição começaram a aparecer. As crenças de que seria o armagedon ficaram vivas.

Mas o fato era o de que a mancha se dissipou. E com isso os povos de areia saíram para ver a luz.

As harpias começaram a sobrevoar os povos de areia, começaram a predá-los. Vítimas da ferocidade da carne.

A carne, frágil, apaixonante.

E com um cálice de vinho tinto, brindarei a abundância farta de minha mesa.

A carne com o vinho.

Duas sincronias sacras.

As talhas de pedra da minha adega estavam vazias. Subitamente elas milagrosamente se esbaldaram, e tive que convidar os meus vizinhos para consumir.

Vinho tinto para todos, a mancha cósmica se dissipou…

E o vinho mais uma vez para ser saboreado em forma de celebração à vida, no contexto de um banquete.

Porco Dio!

Não poderia mais insurgir contra essas simbologias idiotas dos povos humanos e humanoides.

A celebração do vinho advém de uma ressurreição póstuma. Viverei por mais mil anos para ser morto novamente.

Adonai!

Cosmicamemte levarei a palavra adiante.

Adonai!

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