Anestesia para as dores

Uma dor agura.

Não necessariamente uma dor mental.

Talvez uma dor da alma, daquelas que latejam como dor de dente, mas é na impureza da alma que ela arde.

A cabeça não responde mais aos estímulos, a verdadeira face da dor, aquela aguda e angustiante, paira na retina de meus olhos.

Observo ela, penetro nela e resolvo: vou combatê-la.

Pois de dor eu estou acostumado, eu verdadeiramente sei lidar com a dor.

Sei os percalços de tê-las por toda uma jornada de existência.

A maior de todas as dores, as dores de amores, são as mais conflitantes.

Poderia entrar no reverso da angustiante dor, pois o reverso de quem quer atingir o grau máximo de anestesia, é o enjôo que ela traz.

Vou vomitar as minhas dores, as vê-las jogadas no ralo.

E por mais dores que eu possa ter, as dores da paixão, aquelas que dilaceram a alma, serão por mim cultuadas.

Que venha os anestésicos, quero vomitá-los, mas quero aliviar as minhas dores…

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