A rima da perversão, puro e absoluta.

Clodoaldo Turcato (CODO)

Substancialmente eu adverti à todos os bons constumes.

Costumeiramente falando, regorgisei do hálito do semelhante.

Saí de cima da fila do pão, me embriaguei de injustiça divina.

Me embranhei em espaço e melodia, incostante.

Digitei até o fim do dia, enervante.

Fui cobaia da mesma sinfonia, dissonante.

A sinfonia da vida, tão sagaz, tão algoz, escravo da ingratidão do universo.

Mas ressurgi das cinzas, ciente de toda loucura, entrei em profunda melancolia.

Até assim, por final de tudo e tão profundamente amargurado, fui cobaia da psiquiatria.

E quantas rimas ainda vou encontrar?

Se posso ou não rimar?

A rima do fim do dia.

Assim, leve e solta.

Fugaz e insosa.

Tenaz e dissonante.

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